sábado, 3 de novembro de 2012

Furia



Impressiona
o impressionismo
imponente do imponderavel
Instiga, intriga
mas nos deixa..
e volta
e vem
e domina
e nos guia.. até perdemo-nos
e tudo volta a ser o que nao era
o sonho e a ilusao quase irmas gêmeas
mas as ilusoes
deixam maculas
que formam nossas bandeiras

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Volver

Círculos virtuosos em sua vicitude...

É assim que renasce mais uma expectativa de colorir dias e dar brilho e sutileza a infinitude das madrugas.. simples, complexa, um claro paradoxo.

... o por do sol no oriente, as luzes do ocidente, os mares de Camões e as cartas de Marco Polo.. é encantador como pode estar tudo em um só local, em um só coração e no seu conjunto de fotos!

E é ainda mais paradoxal como a suave porcelana, esconde uma força que beira o atroz.. mas que não assusta.. é envolvente..

O desejo de perguntar, sobre os dias, noites, aromas, sabores, medo, risos, passado, futuro.. Mas não consigo encontrar, não consigo ouvir essa voz..

Porém, a cega certeza de que encontrarei, abre novamente o ciclo de um vicio virtuoso.. e o labirinto sem final, novamente leva as cores desse por-de-sol ficar em um sorriso próximo...
Virtual"mente"(?)

Ah se tocasse essas cores...

sábado, 7 de maio de 2011

Respeito

A que horas o sol vai brilhar?

No inverno fica tarde mais cedo, eu sei. O Sol se distancia, é necessária a dinâmica aniquiladora da fascista dicotomia linear.

Por que não suporto o frio, é que ainda não sei.

Trilhar o caminho com força em nossa humildade

"Nas garras da águia, nas asas da pomba, em poucas palavras, no silêncio total..."

Respeito, conquiste-o. Hobbes e seus lobos o cercam.

terça-feira, 5 de abril de 2011

A Origem da Corrupção

(Texto de: Stephen Kanitz - O Blog do Stephen Kanitz)

O Brasil não é um país intrinsecamente corrupto.


Não existe nos genes brasileiros nada que nos predisponha à corrupção, algo herdado, por exemplo, de desterrados portugueses.

A Austrália que foi colônia penal do império britânico, não possui índices de corrupção superiores aos de outras nações, pelo contrário.

Nós brasileiros não somos nem mais nem menos corruptos que os japoneses, que a cada par de anos têm um ministro que renuncia diante de denúncias de corrupção.

Somos, sim, um país onde a corrupção, pública e privada, é detectada somente quando chega a milhões de dólares e porque um irmão, um genro, um jornalista ou alguém botou a boca no trombone, não por um processo sistemático de auditoria.

As nações com menor índice de corrupção são as que têm o maior número de auditores e fiscais formados e treinados.

A Dinamarca e a Holanda possuem 100 auditores por 100.000 habitantes.

Nos países efetivamente auditados, a corrupção é detectada no nascedouro ou quando ainda é pequena.

O Brasil, país com um dos mais elevados índices de corrupção, segundo o World Economic Forum, tem somente oito auditores por 100.000 habitantes, 12.800 auditores no total.

Se quisermos os mesmos níveis de lisura da Dinamarca e da Holanda precisaremos formar e treinar 160.000 auditores.

Simples. Uma das maiores universidades do Brasil possui hoje 62 professores de Economia, mas só um de auditoria.

Um único professor para formar os milhares de fiscais, auditores internos, auditores externos, conselheiros de tribunais de contas, fiscais do Banco Central, fiscais da CVM e analistas de controles internos que o Brasil precisa para combater a corrupção.

A principal função do auditor inclusive nem é a de fiscalizar depois do fato consumado, mas a de criar controles internos para que a fraude e a corrupção não possam sequer ser praticadas.

Durante os anos de ditadura, a auditoria foi literalmente desmontada pelos intelectuais que comandaram a nossa economia.

Como consequência, aqui temos doze economistas formados para cada auditor, enquanto nos Estados Unidos existem doze auditores para cada economista formado. E ninguém se toca ?

Para eliminar a corrupção teremos de redirecionar rapidamente as verbas de volta ao seu devido destino, para que sejamos uma nação que não precise depender de dedos duros ou genros que botam a boca no trombone, e sim de profissionais competentes com uma ética profissional elaborada.

Países avançados colocam seus auditores num pedestal de respeitabilidade e de reconhecimento público que garante a sua honestidade.

Na Inglaterra, instituíram o Chartered Accountant.

Nos Estados Unidos eles têm o Certified Public Accountant.

Uma mãe inglesa e americana sonha com um filho médico, advogado ou contador público.

No Brasil, o contador público foi substituído pelo engenheiro.

Bons salários e valorização social são os requisitos básicos para todo sistema funcionar, mas no Brasil estamos pagando e falando mal de nossos fiscais e auditores existentes e nem ao menos treinamos nossos futuros auditores.

Nos últimos nove anos, os salários de nossos auditores públicos e fiscais têm sido congelados e seus quadros, reduzidos - uma das razões do crescimento da corrupção.

Como o custo da auditoria é muito grande para ser pago pelo cidadão individualmente, essa é uma das poucas funções próprias do estado moderno.

Tanto a auditoria como a fiscalização, que vai dos alimentos e segurança de aviões até os direitos do consumidor e os direitos autorais.

O capitalismo remunera quem trabalha e ganha, mas não consegue remunerar quem impede o outro de ganhar roubando.

Há quem diga que não é papel do Estado produzir petróleo, mas ninguém discute que é sua função fiscalizar e punir quem mistura água ao álcool.

Não serão intervenções cirúrgicas (leia-se CPIs), nem remédios potentes (leia-se códigos de ética), que irão resolver o problema da corrupção no Brasil.

Precisamos da vigilância de um poderoso sistema imunológico que combata a infecção no nascedouro, como acontece nos países considerados honestos e auditados.

Portanto, o Brasil não é um país corrupto. É apenas um país pouco auditado.

Publicado na Revista Veja, edição 1600, ano 32, nº 22, de 2 de junho de 1999, página 21

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ninguém precisa

(Texto de: Ailin Aleixo - Blog: A Mulher Honesta - Revista Alfa)


Ninguém precisa de interlocutor que fala cuspindo e termina a conversa com todos os seus perdigotos depositados sobre a cara alheia.
De quem tem certeza de que sua vida e predileções são o norte da civilização.

Da mistura de esnobismo e babaquice que resulta no diagnóstico: cerveja é bebida de pobre.

De sexo tântrico, pilha fraca no controle remoto, conversa de elevador, bafo matinal, ovo mexido seco.

De espertinho que anda pelo acostamento quando a estrada está cheia e ainda buzina pra abrir caminho.

Ninguém precisa de cidadão que maltrata garçom.

De gentinha preconceituosa, tão tacanha que desconhece que preconceito apenas denota ignorância e tosquice.

De quem frequentou a escola e, mesmo assim, escreve “agente fazemos”, “talves dá certo”, “derrepente”.

De seres que ouvem música, qualquer que seja, no volume máximo sem se dar conta que ouvido alheio não é pinico e que vizinhança não é palco.
De gente que vive de herança e jamais ouviu falar em trabalho.

Ninguém precisa de perua que gasta mil reais em um par de sapato mas acha demais dar dois reais para o moço que carrega suas compras no supermercado.

De pessoinhas que dizem que amar animais e defendê-los é atitude de quem não se importa com crianças abandonadas ou algo “mais importante”.

De homem que paga qualquer coisa—um drinque ou um colar de pérolas—para uma mulher e pensa que isso dá o direito de agarrá-la, afinal o “pedágio” foi quitado.

De quem palita os dentes à mesa—e fazendo barulho.

De botox.

De absorvente com estampa.

Mas para aguentar tudo isso, preciso de um drinque. Constantemente.

domingo, 6 de março de 2011

Páginas

As vezes é difícil olhar, porque a verdade é como um espelho..

Não sabia de onde vinha aquela voz aguda, se era conselho, ordem ou seja lá o for, só havia a consciência de que lhe encerrava. As tardes se abriam ásperas, e o escuro da solidão era seu único refugio. E mesmo assim, nao era um local seguro. O som, logo venceria ausência de luz.

A fuga, é algo que está presente em todos.

terça-feira, 1 de março de 2011

Risando


Minha neta já está com um vocabulário de tribuno, mas às vezes precisa improvisar. No outro dia me contou que tinha visto uma coisa engraçada na rua e disse:
_ Eu risei!
Não deixava de haver lógica no erro. Quem da risada, risa.
Você pode argumentar - se for um avô de fé - que rir e risar não é a mesma coisa. Nossa lexicógrafa precoce pode muito bem ter inaugurado um novo verbo, de grande utilidade na distinção entre dois tipos de reação. Pois não se ri e se risa das mesmas coisas.

Há o que é para rir e há o que é para risar. Rir pode ser um reflexo nervoso causado por alguém (o Kadafi) ou alguma coisa (a política brasileira), risar pode ser uma pura expressão de prazer.Você ri com ironia, ri com desdém ou ri para não chorar, mas risa com gosto, risa do que lhe diverte ou agrada. As razões para rir se multiplicam, as razões para rizar escasseiam. Mas espero que minha neta só encontre razões para risar nessa vida.

*Coluna de Luís Fernando Verissimo no Jornal Zero Hora em 28 de Fevereiro de 2011

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Correio Eletrônico 1990: "Ele funciona 24 horas por dia!"

Post muito bacana, do Blog do Tas mostrando como víamos a internet há 20 anos atrás.

Outro ponto (além do vídeo abaixo) que me chamou atenção e admiração no post do Marcelo Tas foi a frase: "(...)Para entendermos o presente, carece um mergulho no futuro do passado (...)"

Futuro do passado... bela expressão, e fundamental ação ao voltar ao passado.. Como diria um professor de economia brasileira (ele detesta que chamem a disciplina de história) "É fácil olhar de video-tape" (querendo explicar as diversas políticas econômicas, sobretudo na conturbada década de 1980, no qual ele pedia pra que nos colocássemos no lugar das autoridades econômicas, que não sabiam com exatidão o resultado final de suas ações).

E a diferença entre a frase do competente professor para o competente jornalista e apresentador é Vinicius de Moraes.. "As feias que me perdoem mas beleza é fundamental" (com a licença de tirar o advérbio de intensidade)

O vídeo sobre o futuro do passado:

sábado, 11 de dezembro de 2010

Passos...


Descreveu detalhadamente, os passos são incertos e diversos, e com um olhar longe se escondia atrás da fumaça... companheiro, inimigo. A tarde derrama um dourado sobre a mesa.

A dualidade de tudo que via, tornava um cético mas que sentia as luzes..um radical que esperava o perdão. Pensava na lua, e justamente, no lado que não se via, e associando isso a tudo inclusive a si. Poderia mostrar apenas o lado que brilha a todos, mas ele não conseguia se desvencilhar das amarras... Ele não mostrava o outro lado por opção como queria aceitar.. ele está condicionado.

Quando encontrou algo semelhante ao que procurava, tentou conquistar.. Mas a conquista era algo que ele não domava, e o que era simples, foi escorrendo entre seus dedos...seus dedos que tocaram devagar o que passou a desejar...Mas ele não podia expor sua nudez, pois as recordações ainda lhe consomem..

Após isso, muitos outros encontros chegaram, mas jamais tão perto... e o similar passou de uma mera fuga para um grande desejo.. passou de um alento a seu coração para um desejo de seu corpo.. de sua boca.. de sua barba por fazer.

Segue andando.. se entendendo com as feras nos covis, e o silencio que insiste atormentar sua duvida... “haverá tantos eldorados perdidos..” e o que lhe deixa vivo também é o que lhe desperta o furor e após horas de detalhes finalmente solta a voz: Você não se cansa?!

Um filme baseado em fatos reais


_Te juro, eu estava andando e veio uma luz verde muito forte, meu coração disparou, porque era duas da manhã, sozinho naquele escuro.. Sempre fui cético, mas depois disso senti a necessidade de me converter e aí eu....

(Relato de um pescador após ver uma estrela cadente depois de umas doses a mais)

Coisa que eu nunca vou entender é a famosa designação "filme baseado em fatos reais". Pra que falam isso? Passa-me a impressão que falam isso porque o filme quis retratar a realidade. Aí é documentário, não é filme baseado em fatos reais..

Isso me lembra até "jornalista baseado em fatos reais" (pra quem é viciado em futebol como eu, e le o blog de vários jornalistas, essa classe fica bem clara nos finais de ano, na época das especulações)
ou professor universitário baseado em fatos reais, como muuuitos da Universidade Federal do MS (e imagino q de todas Universidades Federais) que já encostaram "o boi na sombra".

Enfim, ou é real ou é fantasioso. Simples, prático, talvez maniqueista (quem mandou deixar o dicionário no banheiro... aprendi um monte de palavras..agora aguenta haha).

domingo, 28 de novembro de 2010

Não haverá vencedores

Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública do Rio terá de passar pela garantia dos direitos dos cidadãos da favela

Por Marcelo Freixo*

Dezenas de jovens pobres, negros, armados de fuzis, marcham em fuga, pelo meio do mato. Não se trata de uma marcha revolucionária, como a cena poderia sugerir em outro tempo e lugar. Eles estão com armas nas mãos e as cabeças vazias. Não defendem ideologia. Não disputam o Estado. Não há sequer expectativa de vida. Só conhecem a barbárie. A maioria não concluiu o ensino fundamental e sabe que vai morrer ou ser presa.

As imagens aéreas na TV, em tempo real, são terríveis: exibem pessoas que tanto podem matar como se tornar cadáveres a qualquer hora. A cena ocorre após a chegada das forças policiais do Estado à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro. O ideal seria uma rendição, mas isso é difícil de acontecer. O risco de um banho de sangue, sim, é real, porque prevalece na segurança pública a lógica da guerra. O Estado cumpre, assim, o seu papel tradicional. Mas, ao final, não costuma haver vencedores.

Esse modelo de enfrentamento não parece eficaz. Prova disso é que, não faz tanto tempo assim, nesta mesma gestão do governo estadual, em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a polícia entrou e matou 19. E eis que, agora, a polícia vê a necessidade de entrar na mesma favela de novo. Tem sido assim no Brasil há tempos. Essa lógica da guerra prevalece no Brasil desde Canudos. E nunca proporcionou segurança de fato. Novas crises virão. E novas mortes. Até quando? Não vai ser um Dia D como esse agora anunciado que vai garantir a paz.

Essa analogia à data histórica da 2ª Guerra Mundial não passa de fraude midiática.

Essa crise se explica, em parte, por uma concepção do papel da polícia que envolve o confronto armado com os bandos do varejo das drogas. Isso nunca vai acabar com o tráfico. Este existe em todo lugar, no mundo inteiro. E quem leva drogas e armas às favelas? É preciso patrulhar a baía de Guanabara, portos, fronteiras, aeroportos clandestinos. O lucrativo negócio das armas e drogas é máfia internacional. Ingenuidade acreditar que confrontos armados nas favelas podem acabar com o crime organizado. Ter a polícia que mais mata e que mais morre no mundo não resolve.

Falta vontade política para valorizar e preparar os policiais para enfrentar o crime onde o crime se organiza - onde há poder e dinheiro. E, na origem da crise, há ainda a desigualdade. É a miséria que se apresenta como pano de fundo no zoom das câmeras de TV. Mas são os homens armados em fuga e o aparato bélico do Estado os protagonistas do impressionante espetáculo, em narrativa estruturada pelo viés maniqueísta da eterna "guerra" entre o bem e o mal.

Como o "inimigo" mora na favela, são seus moradores que sofrem os efeitos colaterais da "guerra", enquanto a crise parece não afetar tanto assim a vida na zona sul, onde a ação da polícia se traduziu no aumento do policiamento preventivo. A violência é desigual. É preciso construir mais do que só a solução tópica de uma crise episódica. Nem nas UPPs se providenciou ainda algo além da ação policial. Falta saúde, creche, escola, assistência social, lazer. O poder público não recolhe o lixo nas áreas em que a polícia é instrumento de apartheid. Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública terá de passar pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos da favela.

Da população das favelas, 99% são pessoas honestas que saem todo dia para trabalhar na fábrica, na rua, na nossa casa, para produzir trabalho, arte e vida. E essa gente -com as suas comunidades tornadas em praças de "guerra"- não consegue exercer sequer o direito de dormir em paz.

Quem dera houvesse, como nas favelas, só 1% de criminosos nos parlamentos e no Judiciário...

*Deputado estadual (PSOL-RJ), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Artigo extraído do jornal Folha de São Paulo, domingo (28)

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sábado, 27 de novembro de 2010

Multiplicação


"Segundo dados da Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), cada tonelada de fertilizante mineral aplicado em um hectare, de acordo com princípios que permitam sua máxima eficiência, equivale à produção de quatro novos hectares sem adubação. É, portanto, indissociavel a estreita inter-relação entre fertilidade do solo e produtividade agrícola."

Texto de: Lopes, Alfredo Scheid; Guilherme, Luiz Roberto Guimarães; extraído do livro: Fertilizantes: Agroindustria e sustentabilidade



NOTAS:

1 - Fertilizante é muito benéfico

2 - Fertilizantes auxiliam na geração de divisa

3 - O problema do mundo é distribuição e não eficiencia

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dadá Maravilha


"Se um só me xingar de filho da puta, eu processo. Mas se 90 mil pessoas, te xingando de filho da puta num estádio é maravilhoso.
Eu sinto saudades..."

(De: Juca Kfouri - Blog do Juca - Mais uma frase impagável do rei Dadá)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sobre a Televisão


Santa Clara, padroeira da televisão
Que o menino de olho esperto saiba ver tudo
Entender certo o sinal certo se perto do encoberto
Falar certo desse perto e do distante porto aberto
Mas calar
Saber lançar-se num claro instante


Santa Clara, padroeira da televisão
Que a televisão não seja o inferno, interno, ermo
Um ver no excesso o eterno quase nada (quase nada)
Que a televisão não seja sempre vista
Como a montra condenada, a fenestra sinistra
Mas tomada pelo que ela é
De poesia


Quando a tarde cai onde o meu pai
Me fez e me criou
Ninguém vai saber que cor me dói
E foi e aqui ficou
Santa Clara


Saber calar, saber conduzir a oração
Possa o vídeo ser a cobra de outro éden
Porque a queda é uma conquista
E as miríades de imagens suicídio
Possa o vídeo ser o lago onde narciso
Seja um deus que saberá também
Ressuscitar


Possa o mundo ser como aquela ialorixá
A ialorixá que reconhece o orixá no anúncio
Puxa o canto pra o orixá que vê no anúncio
No caubói, no samurai, no moço nu, na moça nua
No animal, na cor, na pedra, vê na lua, vê na lua
Tantos níveis de sinais que lê
E segue inteira


Lua clara, trilha, sina
Brilha, ensina-me a te ver
Lua, lua, continua em mim
Luar, no ar, na tv
São Francisco

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O TRISTE É SABER QUE A MÍDIA, ASSIM COMO A TV É AINDA ASSIM

Antes de atirar o vaso na tv, Eu ouvi o que ela dizia:
"Quando não houver mais amanhã... Será um belo dia"


Estranha coisa pra se dizer, antes de dizer os números da loteria
Mas é assim que eles fazem, E fazem muito bem
E nós não fazemos nada, nada, nada, Nada além

Além do mito, Que limita o infinito
E da cegueira
Dos guardas da fronteira

Antes de atirar minha tv pela janela, Eu ouvi o que ela dizia:
"Quando não houver mais ninguém, Será um belo dia"


Estranha coisa pra se dizer, Antes de vender mais mercadoria
Mas é assim o mundo que nos cerca, Nos cerca muito bem
E as crises e cicatrizes, Não nos deixam ir além

Além do mito que limita o infinito

E da cegueira, Das barreiras das fronteiras


Foi então que eu resolvi jogar

As cartas na mesa e o vaso pela janela
Só pra ver o que acontece na vida
Quando alguém faz o que quer com ela


Acontece que eu não tenho escolha
Por isso mesmo é que eu sou livre
Não sou eu o mentiroso
Foi Sartre quem escreveu o livro
Não sou afim de violência
Mas paciência tem limite


Além do mito que limita o infinito
Além do dia-a-dia
Que esvazia a fantasia
Além do mito que limita o infinito
Além do dia-a-dia

Darvaz - Porta do Inferno

A "Porta do Inferno" fica localizado próximo a pequena cidade de Darvaz, no Turcomenistão (Incrível como essas repúblicas da antiga URSS na Ásia Central me despertam a curiosidade!)

Tudo começou quando geólogos soviéticos (Soviéticos me passam imagem de cientistas super-evoluídos quase uns ET's - que eu também imagino que são super-evoluídos.. é que uma vez li numa coleção..umas coisas sobre a Área 51.. e diziam muitas coisas de ET, inclusive que o Laser foi um presente deles.. enfim eu era criança e isso fico em mim e é igual Papai Noel.. ele nao existe - se vc é criança desculpa estragar a magia =| - vc sabe que ele nao existe mas ele está dentro de suas mitologias). De que estavamos falando mesmo? Ahh a cratera.. Bom aí os geólogos foram perfurar para extrair gás natural (hidrocarboneto).. e cava cava cava e... "Meo o q eh isso??" Uma CRA - TE - RA subterranea gigante estava lá pra surpresa deles (Eh... os soviéticos não eram ET's).. Pra piorar saiam um gás sinistro (que nao era o que eles procuravam obviamente) que era toxico, e eles ficaram com medo daquilo sei lá.. explodir.. da alguma M*** e ir pra cidade e.. enfim..a situação era TENSA.

Foi aí que o Alexander Junglinknov, o búlgaro que líderava os geólogos (essa parte eu que inventei... nao tinha ninguem com esse nome.. talvez tivesse mas ele era metalurgico na Macedonia), preocupado com a situação (daqui pra frente é só verdade) decretou que ateassem fogo, visto que o local fica no deserto e através da combustão, acabaria com aquele gás... Óbvio não?

É mas como diz o ditado "a geologia é uma caixinha de surpresa" (tá essa foi fraca) e desde que colocaram fogo, em 1971, até hoje o fogo não acabou. É isso mesmo, ano que vem completará QUARENTA ANOS DE FOGO!! De imediato me bateu algo como.. "será que não tem nenhuma passagem no apocalipse que relata algo parecido?".. Mas logo lembrei que nunca li o apocalipse --'
Independente de qualquer menção mitológica/dogmática e das tentativa de ser bem humorado deste bloguista, o local é LINDO (De longe é claro) (Assim como a Bandeira do Turcomenistão, no início do texto). Abaixo umas fotos e vídeos deste local incrível. A cratera tem 60 metros de diâmetro e 20 metros de profundidade.






































segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ingratos...


(De: Juca Kfouri - Blog do Juca: Ingratos...)

Nem Dilma Rousseff, em seu bom discurso da vitória, agradeceu a Deus, nem José Serra, em seu pequeno discurso da derrota, disse que Deus não quis...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Espaço

A crueza de sua personalidade formada por sua busca na honestidade... honestidade essa que era alem do amor ao honesto, era uma luta com estratégia e principalmente grandes guerreiros... eis um deles, que se motivava pela disputa.. isso fazia sua honestidade ser paradoxal dentro de suas freqüentes duvidas e de seus agitos diários... agitos que só chegavam ao silencio.. a musica vinha dessa forma como uma terapia compulsiva

Como os ventos que sempre sopram mas tem a liberdade de mudar a rota ou simplesmente não soprar, seus valores são... mas com a força de ser lembrado sempre como algo que move e não como a ausência de força.

Enquanto isso a terra move.. em torno sol, em torno de si mesma, e sua moléculas e talvez a galáxia em um outro sentido e talvez o universo seja volátil, e as pessoas também se movem e os órgãos e as velocidades...das cartas,da tv, da internet, da cidade, do campo, do urbano, do urbano ruralizado, do rural, e o som e a luz e o vento... tudo se move mas não andam na mesma direção, e isso complexo, é dinâmico, é relativo.. e isso faz ver que nada é rígido, nem há como ele querer sua personalidade tão rígida, porque não existe uma base pra nada, tudo é dinâmico, tudo é relativo.. e ai ele sorri por ter roubado a foto daquela linda menina que nas noites em que nada nem o céu se move, ela faz com que sua pulsação dinamize seus olhos.. e tudo volta se mover.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Trânsito de Campo Grande


Como brigar com cegos, por não enxergarem? Condenável não é só esses patetas que fazem o trânsito de nossa capital um dos mais violentos do país, mas (e talvez em maior peso a longo prazo) essa cultura (bovina) quase de apoio que há por aqui.

No caso dos homens, quem não dirige como o pateta pode ter sua imagem associado a falta de coragem e quem sabe até virilidade. É considerado um mal para o trânsito quem dirige devagar e respeite catedraticamente todas as leis. Sim, pode até incomodar as pessoas que dirigem demasiado lento (ainda mais se estiverem na faixa da esquerda).. Mas as pessoas se esquecem que muito pior é quem dirige acima do limite de velocidade, e se julga o senhor das situações, tendo as leis apenas como uma sugestão.. cumprirá, se ele no alto de sua arrogância, considerar que isso é o justo naquele momento (obviamente seguindo os critérios dele, que por sua vez são muito suscetíveis aos seus horários, necessidades, humor e disposição).

Em uma cidade em que a praga dos playboys é potencializada por somar-se a uma outra que ao sofrer uma mutação genética formou a classe dos agroboys (pessoas tão bregas quanto o nome, de hábitos rudimentares e mentalidade provinciana, que se assemelham aos seus irmão originais por não trabalharem - no máximo fazer hora na firma/fazenda do papai - não ter a menor noção de moda, mas pagam muito caro em suas roupas em função da marca que eles estamparem e que possuem ao seu redor um número considerável de mulheres objetos que mais querem é arrumar um namorado/marido que as sustentem - essas por sua vez competem entre si mas isso é assunto para um outro post) e que o poder público municipal "acha" que o unico investimento necessario para mobilidade urbana é comprar onibus (que vivem lotados, possuem pontos de espera sem assento e cobertura nem muito menos horarios das linhas), o trânsito fica realmente caótico... Como é a avenida Mato Grosso.. as ruas Ceará, Bahia e por aí vai...

Então independente de dirigir ou não.. só nao pense como um pateta

#FikDik

domingo, 26 de setembro de 2010

Sobre Alegrias e Tristezas

Uma mulher disse:
Fala-nos da Alegria e da Tristeza.

E ele respondeu:

"Vossa alegria é a vossa tristeza desmascarada.

E o mesmo poço da nascimento ao vosso riso foi muitas vezes preenchido com vossas lágrimas.

E como poderia não ser assim?

Quanto mais profundamente a tristeza cavar suas garras em vosso ser, tanto mais alegria podereis conter.

Não é a taça em que verteis vosso vinho a mesma que foi queimada no forno do oleiro?

E não é a lira que acaricia vossas almas a própria madeira madeira que foi talhada à faca?

Quando estiverdes alegres, olhai no fundo de vosso coração, e achareis que o que vos deu tristeza é aquilo mesmo que vos está dando alegria.

E quando estiverdes tristes, olhai novamente no vosso coração e vereis que, na verdade, estais chorando por aquilo mesmo que constituiu vosso deleite.

Alguns dentre vós dizeis: 'A alegria é maior que a tristeza' e outros dizem: 'Não, a tristeza é maior'.

Eu, porém, vos digo que são inseparáveis.

Vêm sempre juntas; e quando uma está sentada à vossa mesa, lembrai-vos de que a outra dorme em vossa cama.

Em verdade, estais suspensos como os pratos de uma balança entre vossa tristeza e vossa alegria.

É somente quando estais vazios que estais em equilíbrio.

Quando o guarda do tesouro vos suspende para pesar seu ouro e sua prata, então deve a vossa alegria ou a vossa tristeza subir ou descer".

Gibran Khalil Gibran
Grande sábio, nascido em dezembro 1883 nas montanhas do Líbano, também, carinhosamente conhecido como " O Profeta"

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mulher que não bebe e homem que não sabe beber vão para o inferno



(Texto de: Ailin Aleixo - Blog: A Mulher Honesta - Revista Alfa)

Gosto de Vinho, gosto de drinques, gosto de destilados, amo cerveja. O estoque de bebida da minha casa deixaria um exército em estado de coma. A maioria das mulheres precisa ser separada à força do seu cartão de crédito ao entrar numa loja de sapato; eu, ao entrar numa de bebida. Acredito que algumas doses acima é sempre o melhor momento de um ser humano: menos inibição, mais diversão. Um bom bar é um dos lugares mais maravilhosos da terra e não admito que ninguém estrague meus instantes sagrados em torno no copo e ao lado de amigos. Ninguém, especialmente dois tipinhos nojentos: Homem bêbado e mulher que não bebe.

Pra mim, homem que são sabe beber não sabe transar. A questão é a mesma: administração do prazer. Nego não tem controle, parece criança com brigadeiro: come um monte duma vez só e depois passa mal, perdendo toda a festa e/ou estragando a dos outros. Esse cidadão tem ejaculação precoce ou vai dormir antes de tirar as calças, pode apostar.

Mas, confesso, mulher que não bebe me irrita ainda mais porque dá para reconhecer um mau bebedor quase instantaneamente (ou depois de 40 minutos, no máximo), mas garotinhas 0% álcool podem se esconder com facilidade entre pessoas normais. Tome muito cuidado, porque elas são venenosas. Minam sua diversão, mantendo-se sóbrias durante a festa de aniversário do seu melhor amigo e olhando pra vocês com um intragável ar de superioridade. Pior, muito pior, é que mulheres que não bebem também não transam bem. A razão é simples e lógica: elas não admitem perder o controle - e o que é o sexo senão assassinar o super ego por alguns momentos e agir completamente por instinto? Por isso que eu bebo e dou preferência a quem faz o mesmo.